13 expressões que todo mundo usa de maneira errada

    Diariamente utilizamos expressões com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atrás da sua origem ou — até mesmo — da sua forma correta. Como cada pessoa faz uma interpretação própria, ainda que inconscientemente, daquilo que leu ou ouviu muita coisa acaba sendo distorcida.
     Abaixo são citadas 13 expressões que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo sabe direito o seu significado ou seu correto emprego. Seguida de cada expressão vêm descrita a forma correta: 
1.
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão: o correto é batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão..
2.
Enfiou o pé na jaca: o correto é enfiou o pé no jacá. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma bebida. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direito no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiaria o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso. 
3.
Cor de burro quando foge: o correto é corro de burro quando foge!
4.
Quem tem boca vai a Roma: pois é, eu também fiquei surpresa ao saber que o correto não tem nada a ver com a capacidade de pela comunicação ir a qualquer parte do mundo, e sim uma forma de exortação à crítica política; o correto é quem tem boca vaia Roma.
5.
É a cara do pai escarrado e cuspido: essa é forma escatológica de dizer que o filho é muito parecido com o pai; o correto é a cara do pai em Carrara esculpido (Carrara é uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de mármore, que leva o mesmo nome da cidade). 
6.
Quem não tem cão, caça com gato: o correto é quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!
7.
Voto de Minerva: Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube à Minerva, personagem da mitologia grega, o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
8.
Casa da mãe Joana: na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar numa casa, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
9.
Ficar a ver navios: Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.
10.
Não entender patavinas: os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova; sendo assim, não entender patavina significava não entender nada.
11.
Dourar a pílula: antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.
12.
Sem eira nem beira: os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.
13.
O canto do cisne: dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão “canto do cisne” representa as últimas realizações de alguém.Post de autoria da Professora Célia Ferreira de Sousa Nascimento.

Você sabe o que é QUEÍSMO?


     Queísmo é o nome vulgar que se dá para um problema estilístico muito comum nas redações de estudantes brasileiros. O queísmo consiste no uso indiscriminado do pronome relativo “que”em redações de vestibulares e concursos públicos, denotando falta criatividade ou incapacidade, de uma grande parcela de estudantes, para lidar com a Língua Portuguesa.
     Aqui seguem algumas dicas de como eliminar o queísmo de suas redações:
a) Substituição da oração adjetiva por substantivos seguidos de complemento. Exemplo:
     O jornalista, que redigiu a matéria sobre as eleições presidenciais, foi bastante tendencioso.
     O jornalista, autor da matéria sobre as eleições presidenciais, foi bastante tendencioso.
b) Substituição por adjetivo. Exemplo:
     A política no Brasil é constituída por políticos que não são honestos.
     A política no Brasil é constituída por políticos desonestos
     Este é um objetivo que não pode ser atingido.
     Este é um objetivo inatingível.
c) Substituição da oração desenvolvida por uma oração reduzida de gerúndio. Exemplo:
     Publicou-se um relatório que denuncia a corrupção no governo.
     Publicou-se um relatório denunciando a corrupção no governo.
d) Substituição da oração desenvolvida por uma oração reduzido de particípio. Exemplo:
     Soube-se da corrupção no governo através de uma reportagem que foi publicada pelo jornal.
     Soube-se da corrupção no governo através de uma reportagem publicada pelo jornal.
     Fonte: http://cadernodeestudo.blogspot.com/2008/05/quesmo.html com adaptações feitas pelo redação do site PORTUGUÊS HOJE

O que é o famoso decoro parlamentar?


Deputado Jair Bolsonaro
     Decoro, simplesmente, é uma palavra que possui inúmeros significados sinônimos: “recato no comportamento”, “decência”, “acatamento das normas morais”, “dignidade”, “honradez”, “pundonor”, seriedade nas maneiras”, “compostura”, “postura requerida para exercer qualquer cargo ou função”.
     Como variação do substantivo decoro temos o sujeito decoroso que é o oposto de indecoroso (indecoroso = indecente, indigno,impudico, obsceno, que agride a moral, que contraria as regras do decoro).
     Decoro parlamentar, por extensão, é a conduta individual exemplar que se espera ser adotada pelos políticos, representantes eleitos de sua sociedade.
     O decoro parlamentar está descrito no regimento interno de cada casa do Congresso Nacional brasileiro. Na constituição federal brasileira, no artigo 55, parágrafo 1º diz: "É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas (art. 53) asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas".
     Por consequência, a “quebra de decoro parlamentar” significa a falta de decência de um político, ou, quando ele age de maneira que desonre o mandato parlamentar, ou seja, quando ele rouba, falta ao trabalho, mata, estupra, recebe ou paga mensalão, contrata parentes sem concurso (nepotismo), discrimina religiosa, genérica ou racialmente (como o deputado Jair Bolsonaro), ou e outras coisas do gênero...  

Existe plural da palavra bastante?


    A palavra bastante quando empregada no sentido de adjetivo deve seguir a mesma regra de concordância dos adjetivos, que é a regra de concordância nominal. A concordância nominal significa que concordam com o substantivo, em gênero e número, os seguintes elementos constituintes da oração: artigo, adjetivo, pronome, pronome adjetivo, e numeral.
     Quando, porém, estiver sendo empregada no sentido de advérbio deverá permanecer inalterada, não sendo possível a sua flexão para o plural.
     Para facilitar a compreensão seguem abaixo alguns exemplos:
·         Estiveram aqui bastantes vezes. (modificando o substantivo vezes - é adjetivo, portanto é flexionada);
·         Eram bastantes garotos (modificando o substantivo garotos - é adjetivo, portanto é flexionada);
·         Eles estavam bastante afobados. (modifica o adjetivo afobados - é advérbio, portanto não se flexiona);
·         Corremos bastante. (modificando o verbo correr - é advérbio, portanto não se flexiona).