Risco de vida ou risco de morte?


Tanto faz. Não há uma forma certa e outra errada.

Se o risco é de morrer, podemos dizer “risco de morte”, mas é indiscutível que a maioria dos brasileiros fala risco de vida. Temos aqui uma elipse: risco de (perder a) vida. Isso é corretíssimo e aceitável na língua padrão.

A elipse é a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subentender no contexto. É uma espécie de economia de palavras.

Quando se diz risco de morte, significa dizer que o indivíduo está sob a ameaça de morrer.

Isso tudo significa que podemos escolher. As duas formas são corretas. A única diferença é que a expressão risco de vida, por ser a forma mais usual, talvez soe melhor aos ouvidos dos mais conservadores.

É importante lembrar que não há uma forma melhor ou pior em si, mais certa ou menos errada. No meio jornalístico, há o hábito de criar padrões, mas, como o nome bem diz, são apenas padrões, ou seja, preferências do repórter, do editor ou da emissora.

Alguns padrões poderão, futuramente, fazer com que algumas expressões caiam em desuso. Mas isso não significa dizer que elas caíram na “ilegalidade” gramátical.

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