Qual a diferença entre embaixadora e embaixatriz?

     Antes de esclarecermos qual a diferença entre estes dois termos é preciso definir o que é um embaixador, que é o masculino de embaixatriz.
     Um embaixador é um funcionário diplomático do mais alto nível acreditado junto a um chefe de Estado estrangeiro para chefiar a missão diplomática de seu país. Segundo a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (CVRD) o cargo de embaixador é a mais alta das três classes de chefes de missão diplomática, acima das de ministro plenipotenciário e de encarregado de negócios, cargos estes que são hoje obsoletos. Os embaixadores costumam ostentar o título de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, pois detêm plenos poderes para representar o seu país e, em geral, para celebrar tratados entre o Estado que representa ("Estado acreditante") e o Estado que o acolhe ("Estado acreditado" ou "Estado acreditador"). A exemplo dos demais agentes diplomáticos que lhe são subordinados, o embaixador goza de privilégios e imunidades previstos na CVRD.
     Embaixadora é a mulher que ocupa o cargo de “embaixador” (se é que assim podemos dizer) e embaixatriz é simplesmente a esposa de um embaixador e, não, uma mulher que ocupe qualquer cargo numa embaixada.
     Cumpre lembrar que o cargo de embaixador, ou embaixadora, da Unicef ou outro órgão da ONU, tal como Renato Aragão (Didi); é apenas simbólico, não sendo as pessoas em questão diplomatas ou funcionários diplomáticos.

Você sabe o que é um palíndromo?

     Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda (da frente para trás, ou seja, da forma considerada normal) como da esquerda para a direita (de trás para a frente). Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos  (diacríticos ou de pontuação), assim como os espaços entre palavras.
     A palavra "palíndromo" vem das palavras gregas palin ("para trás") e dromos ("corrida, pista").
     Rômulo Marinho, veterano palindromista brasileiro, propõe classificar os palíndromos em três categorias; quais são:
     Expliciti - trazem sempre uma mensagem direta, clara e inteligível, como "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos” (palíndromo de autoria anônima, provavelmente o mais conhecido da Língua Portuguesa).
     Interpretabiles - têm coerência, mas requerem esforço intelectual do leitor para serem entendidos, como "A Rita, sobre vovô, verbos atira."
     Insensati - cuidam apenas de juntar letras ou palavras sem se preocupar com o sentido, como "Olé! Maracujá, caju, caramelo."
     As frases formando um palíndromo também são chamadas de anacíclicas, do grego anakúklein, significando que volta em sentido inverso, que refaz inversamente o ciclo.
     Se você ainda ficou com dúvidas a respeito do seja um palíndromo, faça a seguinte experiência: pegue cada uma das frases a seguir e escreva-as numa folha de papel. Depois, reescreva as frases _ letra por letra _ de trás para a frente.
     Eis os palíndromos para a sua experiência: “Socorram-me, subi no onibus em Marrocos”, “Anotaram a data da maratona”, “Assim a aia a missa”, “A droga da gorda”, “A mala nada na lama”, “A torre da derrota”, “Saudável leva duas”.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%ADndromo com adaptações da equipe do site Português Hoje

Você sabe o que é jargão?

     Jargão é um tipo de comunicação específica, limitada a um determinado grupo de profissionais, e que tem por objetivo acelerar a troca de informações ou comandos entre esses profissionais, de modo a alcançar maior produtividade.
     O jargão pode ser composto de uma palavra, apenas, ou de expressões inteiras, ininteligíveis aos que não pertencem à área (técnica) ou àquele determinado grupo.  Hoje podemos falar em jargão de classe _ que são palavras ou expressões compreendidas e reconhecidas por todos os profissionais que pertencem a uma determinada classe: médicos (jargão médico), advogados (jargão jurídico), operários da construção civil (jargão dos operários da construção civil), policiais (jargão policial) etc. ; jargão local _ que é o jargão de uma classe de profissionais de uma determinada cidade ou região geográfica (por exemplo, o jargão dos policiais mineiros, que difere do jargão dos policiais cariocas, que difere do jargão dos policiais paulistas etc.); além de haver, é claro, o jargão específico dos profissionais de uma determinada empresa ou instituição.
     Como exemplo de jargão, podemos citar o código “Q” internacional que é muito utilizado por profissionais de segurança privada e transporte de valores. Cada uma das siglas corresponde a uma palavra ou mesmo uma frase inteira. Confira algumas: QAP = na escuta; QRZ = quem está chamando; QSM = repita a última mensagem; QTO = banheiro; QTH = localização; QTY = a caminho do local do acidente; QUD = recebi seu sinal de urgência; QSM = repita a última mensagem; QRV = prossiga; entre outros.

Qual a diferença entre ascender e acender?

     Acender, como vários vocábulos da Língua Portuguesa, pode ter mais de um significado, cada qual segundo o sentido que se queira expressar na oração. No entanto, em dois de seus sentidos mais utilizados, o verbo acender (escrito assim, sem o “s”) significa dar origem, levar ou atear fogo (acender uma pira, uma fogueira, um cigarro ou o queimador do fogão etc.); ou ligar, pôr em funcionamento (acender a luz, acender o rádio, acender a televisão etc.).
     ascender (escrito assim, com “sc”) significa mudar de uma esfera, patamar, instância, classe ou estrato, inferior; para ou outra esfera, patamar, instância classe ou estrato, superior. Jesus, após o terceiro dia de sua morte, por exemplo, ascendeu ao céu. João ascendeu socialmente após concluir seus estudos. O nível de radiação na região de Fukushima ascendeu bastante desde a última semana. Dentre outros inúmeros exemplos que pode citar.

Qual a diferença entre denotação e conotação?

     Observe as palavras grifadas nos exemplos a seguir: “Comprei uma corrente de ouro.”, “Eike Batista nada em ouro.”.
     No primeiro exemplo, a palavra ouro designa simplesmente o conhecido metal precioso, dúctil, brilhante e de cor amarela. Tem sentido próprio, real, denotativo. Já no segundo exemplo, ouro sugere ou evoca riquezas, aparência, poder, glória, luxo, ostentação, conforto, prazeres. Tem sentido conotativo, possui várias conotações (ideias associadas, sentimentos, evocações que irradiam da palavra).
     Como se vê, certas palavras têm grande poder evocativo, uma extraordinária carga semântica: são capazes de sugerir muito mais do que o objeto designado, desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem. Quantas coisas podem sugerir palavras conotativas como selva, mar, praia, sol, festa!
     Em resumo, podemos dizer que palavras que denotação é o uso de uma palavra ou expressão no seu sentido real, no seu sentido original e primitivo. Já, conotação, é o uso de uma palavra ou expressão em uma acepção diferente daquela que lhe seria própria ou original.

Qual a diferença entre demais e de mais?


A palavra demais pode ser um advérbio equivalendo a “excessivamente”, “muito”, “em demasia”. 

Exemplo: 
Ela está cansada porque trabalhou demais.

Pode ser um pronome indefinido equivalendo a “os mais”, “os restantes”, “os outros”. Como pronome indefinido, a palavra demais vem, quase sempre, precedida de artigo. 

Exemplo: 
Só participam da reunião os diretores da área econômica: os demais permaneceram no escritório.

A locução de mais sempre acompanha substantivos (ou palavras com valor de substantivo) com sentido contrário a de menos

Exemplo: 
Colocou cadeiras de mais no salão. 

A regra prática, para os dois casos, é a substituição por seus equivalentes ou pelos seus opostos.

Qual a diferença entre Este e Esse?

     Os pronomes demonstrativos este e esse podem utilizados para indicar a posição especial de um ser em relação às pessoas do discurso.
     Os demonstrativos de 1ª pessoa (este, esta, estes, estas, isto) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa que fala. Podem ser usados em frases em que apareçam os pronomes eu, me, mim, comigo e com o advérbio de lugar aqui. Exemplos: “Esta caneta que está comigo é azul.”, “Este relógio que eu tenho nas mãos é de ouro.” e “Isto que está aqui comigo é um livro.”.
     Os demonstrativos de 2ª pessoa (esse, essa, esses, essas, isso) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa com quem se fala. Podem aparecer com os pronomes tu, te, contigo, você, vocês e com o advérbio . Exemplos: “Essa caneta que está contigo é azul.”, “Esse relógio que tu tens nas mãos é de ouro.” e “Isso que está aí contigo é um livro.”.
     Esses pronomes servem também para indicar a posição temporal, revelando proximidade ou afastamento no tempo, em relação à pessoa que fala.
     Os demonstrativos de 1ª pessoa revelam tempo presente, ou bastante próximo do momento em que se fala. Exemplos: “Este dia está bom para ir à piscina.”, “Agora estou tranquilo: neste ano o Brasil montou uma seleção à altura de suas tradições.”.
     Os demonstrativos de 2ª pessoa revelam o tempo passado relativamente próximo ao momento em que se fala. Exemplos: “Em fevereiro faz muito calor; nesse mês pude ir várias vezes à praia.”, “Há dois anos concluí meu curso de francês; nesse ano pretendia morar na Europa.”.
     Os pronomes demonstrativos este e esse (e suas variações) e isto quando queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser falada. Exemplos: “Espero sinceramente isto: que se procedam às reformas.”, “Estas são algumas características do Romantismo: subjetivismo, apego à natureza, nacionalismo.”.
     Devemos empregar esse (e variações) e isso quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi falada. Exemplos: “Que as reformas sejam efetuadas rapidamente; é isso o que mais desejo.”, “Subjetivismo, apego à natureza, nacionalismo: essas são algumas das características do Romantismo.”.

Qual a diferença entre por hora e por ora?


A expressão por hora (escrita assim, com h) significa: a cada intervalo de 60 minutos. Por hora deve ser empregado sempre que quisermos, ou necessitarmos, fazer referência a tal a período especifico de tempo. Já a expressão por ora (escrita assim, sem h) é equivalente à expressão “por enquanto” e não deve ser confundida com a expressão anterior.

Exemplos: 
"Dilma disse ontem que anunciará mais medidas anticrise em janeiro. Por ora, sabe-se que o governo pretende criar mais impostos."

"Esse resultado indica, por ora, que, de fato, a terceira pessoa constitui-se num contexto de resistência à implementação da mudança em curso no português do Brasil.", “Rubinho deve tomar um comprimido por hora.”, “

Margarida recebe por hora trabalhada.”
     
Por ora (ou seja, por enquanto) ficamos por aqui.

Qual a diferença entre Bahia e baía?


Bahia, o nome do Estado nordestino, é grafado com h. Já baía, o acidente geográfico (grande sinuosidade numa costa, por onde penetra o mar. A baía é maior do que a enseada e menor do que o golfo.), é grafado sem h e com acento agudo no í.

Salvador, a capital da Bahia (grafada com h e inicial maiúscula, por ser um substantivo próprio), cresce às margens da baía (inicial minúscula, sem h e com acento) de Todos os Santos.

Antigamente, o h era utilizado para indicar o hiato (Bahia, sahida [saída], Pirahi [Piraí], Jahu [Jaú]). Quando o uso do h foi abolido, (o hiato passou a ser indicado pelo acento: baía, saída, Piraí, Jaú), o Estado da Bahia manteve a grafia tradicional, assim como também mantiveram suas grafias tradicionais alguns nomes próprios atingidoS pela última reforma (1990), como: Rosiléia, Wanderléia, Cléia entre outros.

No entanto, as palavras derivadas do nome do Estado são grafadas sem h, o mesmo ocorrendo em compostos: Baiano, laranja-da-baía, bainidade, coco-da-baía etc.

Portanto, fique sempre atento: Bahia = Estado nordestino, baía = acidente geográfico.

Obrigado ou obrigada?


A concordância depende de quem está agradecendo. O homem, ao agradecer sempre dirá obrigado. Mesmo que esteja se dirigindo a uma mulher.

Já a mulher sempre dirá obrigada ao agradecer outra a mulher ou mesmo a um homem. O que acontece é que quando você diz: obrigado (obrigada, se você for uma mulher) para outra pessoa, para agradecer um favor que ela lhe prestou; você está se colocando em uma posição de devedor de favor. Ou seja: confirma e aceita que tem uma obrigação, uma dívida (que não significa necessariamente prestar o mesmo favor que o outro lhe prestou) para com aquela pessoa.

O adjetivo concordará em gênero com aquele (aquela) que emite o agradecimento. A regra é simples de direta. Se você é homem dirá sempre obrigado. Se você é mulher dirá sempre obrigada. Qualquer coisa dita em contrário está errada.

Risco de vida ou risco de morte?


Tanto faz. Não há uma forma certa e outra errada.

Se o risco é de morrer, podemos dizer “risco de morte”, mas é indiscutível que a maioria dos brasileiros fala risco de vida. Temos aqui uma elipse: risco de (perder a) vida. Isso é corretíssimo e aceitável na língua padrão.

A elipse é a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subentender no contexto. É uma espécie de economia de palavras.

Quando se diz risco de morte, significa dizer que o indivíduo está sob a ameaça de morrer.

Isso tudo significa que podemos escolher. As duas formas são corretas. A única diferença é que a expressão risco de vida, por ser a forma mais usual, talvez soe melhor aos ouvidos dos mais conservadores.

É importante lembrar que não há uma forma melhor ou pior em si, mais certa ou menos errada. No meio jornalístico, há o hábito de criar padrões, mas, como o nome bem diz, são apenas padrões, ou seja, preferências do repórter, do editor ou da emissora.

Alguns padrões poderão, futuramente, fazer com que algumas expressões caiam em desuso. Mas isso não significa dizer que elas caíram na “ilegalidade” gramátical.

Bujão ou botijão de gás?

     
Bujão (do francês bouchon) é uma bucha com que se tapam buracos ou tampa de atarraxar. No sentido de recipiente metálico, usado para armazenar produtos voláteis, preferimos a forma botijão.

O dicionário Aurélio considera bujão sinônimo de BOTIJÃO, entretanto é importante lembrar que bujão, no sentido de BOTIJÃO, é uma corruptela (=palavra que se corrompe foneticamente). As corruptelas, em geral, são formas características da linguagem popular: milico (de militar), maraca (de Maracanã), buteco (de botequim), fusca (de Volkswagen), pneu (de pneumático) etc.

Você sabe o que são palavras homônimas?

     Homo (do grego) significa “igual”. São palavras iguais. O nosso problema, na realidade, são as palavras homônimas homófonas (= som igual, escrita diferente e significados diferentes). É o caso de conserto e concerto. Quando falamos, não se percebe a diferença, pois a pronúncia é a mesma. A dúvida surge na hora de escrever: é com “s” ou “c”? Aí depende do sentido.
     Todo concerto musical se escreve com “c”. E conserto do verbo consertar (=reparar, corrigir) é com “s”. É bom tomar cuidado.
     Vejamos uma historinha que dizem ser verdadeira. Eu não acredito. Em todo caso, lá vai:
Certo comerciante (não importa a nacionalidade) escreveu um cartaz e afixou na porta do seu estabelecimento: “Aos meus empregados. A partir de hoje, quero as nossas portas serradas às 18h.” Foi atendido. Ao voltar à loja, no dia seguinte, encontrou todas as portas pela metade.
     Se a ficha não caiu, anote:
CERRAR significa “fechar”; SERRAR significa “cortar”.
       E palavras parônimas?
São aquelas palavras parecidas na forma, mas bem diferentes quanto ao significado.
Imagine que um colega seu tenha sido demitido por ter cometido uma série de erros. Você é designado para o lugar dele. No seu primeiro relatório, escreve: “Ratifico os erros do meu antigo companheiro”. Que vai acontecer? Você “vai pra rua” também. Ratificar erros é ignorância dupla. RATIFICAR é “confirmar”. Erros nós retificamos.
     Se você não sabia, anote:
RATIFICAR significa “confirmar”; RETIFICAR significa “corrigir”.
     Resumindo:
HOMÔNIMAS HOMÓFONAS: palavras com a mesma pronúncia, com alguma diferença gráfica e com diferentes significados;
PARÔNIMAS: palavras parecidas na forma, com diferentes significado.

Fonte: professor Sérgio Nogueira

Boêmia ou boemia, qual o termo correto?


Os substantivos boêmia e boemia, que nomeiam a “vida desregrada”, “despreocupada”, “vadia”, são formas variantes e podem ser empregadas indistintamente.

Exemplos: 
A boêmia levou-o à ruína.; 
Boemia aqui me tens de regresso..." (Adelino Moreira).

Na verdade, a forma original é boêmia (derivada do nome da cidade Boêmia, na República Tcheca, terra de ciganos); boemia é uma variante prosódica. Já o adjetivo admite uma única forma: boêmio (masculino) e boêmia (feminino). Não existe o adjetivo “boêmio” nem o adjetivo “boemia”.

Exemplo: 
O comportamento boêmio levou-o à ruína.

O mesmo ocorre com o substantivo, que designa o natural da Boêmia ou aquele que leva uma vida boêmia: 

Nelson Gonçalves imortalizou a canção “A volta do boêmio”.

Bohemia (escrita desta forma, “com h”) é o nome de uma cerveja muito apreciada pelos boêmios brasileiros.

Entrega a domicílio, à domicílio ou em domicílio?


Entrega-se gás à domicílio?
     
Incorreto . Toda entrega deve ser feita a domicílio (sem crase) ou em domicílio.
     
Não ocorre crase antes das palavras domicílio, pé, cavalo, álcool, prazo, por serem palavras masculinas. Não se usa crase antes de palavras masculinas.    

Então, ande a cavalo, a pé, compre um carro a álcool e, de preferência, a prazo. Compre um televisor em cores na loja que fica à direita da Avenida Barack Obama e peça que seja sempre entregue em domicílio.

Lembre-se de que quem entrega, entrega alguma coisa em algum lugar; no caso, o televisor será entregue em casa.

Agora, “o sr. João costuma ir a domicílio quando precisa pedir alguma coisa a alguém”. Neste caso, quem vai, vai a algum lugar.


Uma exceção à regra seria caso um entregador fosse entregar alguma coisa a uma senhora de nome Domicílio (o que é muitíssimo improvável). Aí sim, ele entregaria, à Domicílio.

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Qual a diferença entre tampouco e tão pouco?


Tampouco é advérbio e significa “também não”.
     
Exemplo: 
Não comeu o arroz , tampouco o feijão.

Tampouco é um advérbio de valor negativo, portanto não se justifica a redundante expressão “nem tampouco”.

Em tão pouco, temos o advérbio de intensidade “tão” ou o advérbio "pouco" ou o pronome indefinido “pouco”. Nessa construção, para diferenciar o advérbio ou o pronome indefinido, observe o seguinte: o advérbio é invariável e sempre estará modificando um verbo; o pronome indefinido sempre estará se relacionando a um substantivo, com quem estabelecerá concordância de gênero e número.

Exemplo: 
Ele estudou tão pouco para a prova de hoje.

Apenas para que você não esqueça, a expressão “nem tampouco” é redundante e, por isso, seu uso não é recomendado na linguagem formal.

Tema sugerido pela leitora Carolina Ferreira Costa da UFRJ e mais 32 leitores.

Qual a diferença entre conserto ("s") e concerto ("c")?


Conserto (assim, escrito com "s") é o ato de reparar alguma coisa. Do substantivo conserto deriva o verbo consertar que, por conseguinte, significa reparar, arrumar, reorganizar, tornar à forma original aquilo que sofreu modificações que deturparam seu caráter original (forma, modelo etc)
     
Concerto (assim, escrito com "c") é utilizado no sentido de espetáculo musical, mas é mais comumente usado para designar espetáculos musicais de dois gêneros específicos que são a música clássica ou erudita e o rock and roll.
        
Exemplos:
Assistimos a um concerto maravilhoso.
Prefiro um bom concerto de rock a um show de axé.
O conserto do carro ficou caro.
Consertei minha bicicleta.
     
Este pequeno post foi solicitado pelo nosso leitor, Professor Wesley Filgueiras.

Qual a diferença entre descriminar e discriminar?


Descriminar é formado pelo prefixo des (que significa “ação contrária”) + o verbo criminar (que significa “imputar crime a”, “acusar”). Descriminar significa, portanto, “absolver de crime”, “inocentar”, ou seja, “não criminar”.

Exemplo: Alguns parlamentares lutam para descriminar o uso da maconha.

A esse verbo (descriminar), corresponde o substantivo descriminação (e não descriminalização).
     
Exemplo: 
Alguns parlamentares lutam pela descriminação da maconha.

Discriminar significa “distinguir”, “discernir”, “separar” e numa concepção mais moderna, “excluir”.

Exemplo: 
A inexistência de uma política social eficaz discrimina os pobres.

Alguns exemplos de discriminação são freqüentes na sociedade brasileira do século XXI: discriminação racial, discriminação religiosa, discriminação social, discriminação intelectual, discriminação sexual, entre outros.

E, se o ato de descriminar significa absolver de crime; o ato de discriminar (uma pessoa dentro da sociedade, especialmente por motivos raciais ou sexuais) pode ser  considerado um crime de acordo com a legislação atualmente vigente em nosso país.

Como escrever símbolos e números

De acordo com as normas baseadas na Portaria nº 36, de 6 de agosto de 1965, do Instituto Nacional de Pesos e Medidas, atual INMETRO:
    
   A)   Usa-se o ponto na separação de classes (2.469.723) e vírgula entre a parte inteira e a decimal (5,369). Excetuam-se os nomes indicativos do ano (2011), de telefones (4444-8888), de placas de veículos (ANO – 2011), os que compõem com letras identificação ou série de fabricação ou código (35OG56974154531199) etc.; os números reunidos em quadros ou tabelas (943653).

B)   O símbolo de qualquer unidade de medida deve vir sem ponto e espaço junto ao número: 2m³, 20km, 8h25m, 15°C, 3°24’30.

C)   Quando o valor numérico de uma grandeza apresentar parte fracionária, o símbolo será escrito em seguida à parte fracionária: 50,25m.

D)   O símbolo (R maiúsculo seguido de $) da moeda nacional (o Real) deve preceder o número indicativo da importância, havendo espaço entre eles: R$ 2.000,23.

Qual a diferença entre delatar, dilatar e deletar?


Delatar significa “denunciar”, “acusar” (de crime), “revelar” (um crime), “dedurar” (a traição do marido ou mulher), “alcaguetar” (um amigo).

Exemplos:
O Assaltante delatou seus comparsas à polícia.
João delatou ao seu pai as travessuras de seu irmão.

Do mesmo radical derivam o substantivo feminino delação (ato de delatar), o substantivo delator (aquele que delata), o adjetivo delatável (aquilo que pode ser delatado).
     
Dilatar significa “aumentar”, “ampliar”, “distender”, “divulgar”.

Exemplos: 
O calor dilatou o líquido que está no recipiente.
O sol fez dilatar os trilhos do trem.
     
Deletar é um verbo incorporado recentemente ao vocabulário da Língua Portuguesa e até bem pouco tempo atrás restrito aos profissionais da área de informática. Com a popularização da internet e dos computadores o verbo deletar, que significa “apagar”, “excluir”, também se popularizou e hoje é muito usado, também, em sentido abstrato.

Exemplos: 
Deletei minha rede de amigos no Orkut.
Deletei de minha mente lembranças ruins.

Qual a diferença entre mandato e mandado?


Mandado é derivado de “mandar”. Na linguagem jurídica esta palavra é utilizada para designar ordem escrita que emana de autoridade judicial ou administrativa.

Mandato é a autorização que alguém conferiu a outrem para praticar em seu nome certos atos. Nesse sentido tem o significado de procuração.

Também é empregado no sentido de poderes políticos outorgados pelo povo a um cidadão, para que governe a nação, estados ou municípios ou o represente nas no congresso nacional (senado e câmara), nas assembleias legislativas nos estados e no Distrito Federal ou nas câmaras municipais.
     
Por extensão, chama-se também mandato à outorga de poderes em instituições de menor importância como, por exemplo, universidades, escolas, clubes de futebol, associações ou onde quer que se faça necessário poder centralizado escolhido por outros.

Todo juiz competente expede mandado (com “D”): mandado de segurança, mandado judicial. Então, mandado (com “D”), é ordem  judicial ou administrativa; já mandato (com “T”) é uma autorização, procuração ou delegação de poderes de uma ou mais pessoas para outra (mandato de deputado, senador, prefeito etc.). 

portugueshoje

Alguns verbos de duplo particípio

     Existem verbos na Língua Portuguesa que possuem um duplo particípio. Para sua consulta, listamos alguns destes    verbos com duplo particípio – também chamados de abundantes – separados por conjugação:

InfinitivoParticípio regularParticípio irregular
aceitar[tem] aceitado [foi/está] aceito
dispersardispersadodisperso
entregarentregadoentregue
enxugarenxugadoenxuto
expressarexpressadoexpresso
expulsarexpulsadoexpulso
findarfindadofindo
ganharganhadoganho
isentarisentadoisento
limparlimpadolimpo
matarmatadomorto
murcharmurchadomurcho
pagarpagadopago
salvarsalvadosalvo
secarsecadoseco
segurarseguradoseguro
soltarsoltadosolto
vagarvagadovago
acenderacendidoaceso
benzerbenzidobento
elegerelegidoeleito
incorrerincorridoincurso
morrermorridomorto
prenderprendidopreso
suspendersuspendidosuspenso
expelirexpelidoexpulso
exprimirexprimidoexpresso
extinguirextinguidoextinto
imergirimergidoimerso
imprimirimprimidoimpresso
inseririnseridoinserto
submergirsubmergidosubmerso

Qual o termo correto: enfarte, enfarto ou infarto?


Na verdade há muita discussão em torno do assunto. Para alguns gramáticos o uso de qualquer um dos termos é indiferente. Para outros, nem tanto. 

Atualmente admitem-se quatro grafias distintas: enfarte, enfarto, i
nfarte ou infarto. Porém, as duas últimas, infarte e infarto, são as mais usadas.


Alguns estudiosos afirmam que as palavras enfarto/enfarte correspondem ao ato de enfartar, empanturrar, tornar cheio. Enquanto que infarte/infarto correspondem exclusivamente à condição de falência cardíaca que pode levar o indivíduo à morte.

Os profissionais da área médica têm notada predileção pelo uso da palavra infarto para designar ataque cardíaco ou a lesão no músculo cardíaco causada pelo entupimento das artérias. 

Deve-se tomar cuidado, no entanto, com o uso de qualquer uma destas grafias quando precedentes do termo "fulminante", pois segundo a definição do dicionário Houaiss da língua portuguesa, fulminante significa “que mata rápida ou instantaneamente”.

Sendo assim qualquer pessoa que tenha sofrido um ataque cardíaco fulminante, independentemente de ter sofrido um enfarte ou infarto, certamente não sobreviveu para contar história.

Conclusão: o termo mais indicado para referir-se a um ataque cardíaco é a palavra infarto ou sua variante infarte.     

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